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Corridas imprevisíveis e vitórias de Max Wilson e Júlio Campos em Tarumã

Reportagem: Eduardo Antonialli / Cleber Bernuci
Fotos: D. Bairros / F. Davini / F. Freixosa

Jogo de estratégias, muitas ultrapassagens e alguns toques foram a tônica da 5ª etapa.

O GP da Esperança, 5ª etapa dos campeonatos brasileiro e sul-americano de Stock Car, foi recheado de alternativas, disputas e ultrapassagens. As duas corridas realizadas no circuito de Tarumã, no Rio Grande do Sul, tiveram as vitórias de Max Wilson, da Eurofarma-RC e Júlio Campos, da Axalta C2 Team. O pódio da primeira prova foi completado pela dupla da Cimed Racing, com Felipe Fraga - que estende sua liderança no campeonato de 7 para 10 pontos - e Marcos Gomes. Na segunda, Thiago Camilo e Allam Khodair fecharam em 2º e 3º após emocionante perseguição ao líder da corrida.

Rubens Barrichello, que largou da pole position, acabou não tendo um domingo positivo. O campeão de 2014, apesar de ter mantido a ponta na saída, foi perdendo posições até ser acertado na última volta pelo carro de Rafael Suzuki - que acabou sendo excluído da etapa por atitude anti-desportiva. Rubinho ainda terminou a prova na 17ª colocação, somando importantes 7 pontos. A equipe Medley Full Time conseguiu trocar a suspensão traseira do carro de Rubens em 15 minutos, a tempo de permitir que largasse dos boxes na segunda prova. Resiliência que valeu ao recordista de participações na Fórmula 1 suados quatro pontos pelo 12º lugar, levando um total de 11 na etapa.

Fraga, que largou em 4º, alçou-se à liderança e passou a ser seguido por Max Wilson. O piloto da Eurofarma-RC, que venceu a segunda corrida da etapa anterior em Santa Cruz do Sul, teve paciência e atacou no momento certo, realizando bela ultrapassagem por fora na curva um logo após a abertura da 33ª das 37 voltas.

"Nosso carro estava competitivo. Economizei os pneus na primeira parte da corrida, e no final da prova eu estava em melhores condições por isso. Uma vitória que vale 30 pontos, e espero que venham mais dessas no decorrer da temporada", afirmou Max, que se iguala a Marcos Gomes com duas vitórias na temporada. Mesmo não tendo pontuado na segunda prova, Wilson foi o maior pontuador da etapa e ocupa a 5ª posição no campeonato com 84 pontos, colado no 3º e 4º colocados da tabela - Daniel Serra com 86 e Átila Abreu com 85, respectivamente.

Daniel Serra, Valdeno Brito, Ricardo Maurício, Felipe Lapennna, Vitor Genz, Lucas Foresti e Sérgio Jimenez não fizeram o pit stop e fecharam os dez primeiros da abertura da etapa.

Na segunda corrida o grid se misturou bastante. Nove carros largaram dos boxes após reparos - um deles o do vencedor Júlio Campos - e os que estavam na ponta no início tiveram de ir aos boxes para reabastecimento. Isso permitiu a Campos abrir vantagem sendo escoltado, inicialmente, pelo companheiro de equipe Gabriel Casagrande, que depois acabou perdendo terreno para terminar em 4º lugar.

Quando Allam Khodair - que liderava a primeira corrida - teve de parar com um problema no câmbio - passou Casagrande, trazendo Thiago Camilo consigo, começando uma perseguição para eliminar a vantagem de quase 7 segundos aberta pelo curitibano na frente.

A 5 voltas do final, Camilo deu o bote, passou Khodair e começou a virar ainda mais rápido na caça ao líder. Por pouco, não deu tempo. Em 6 voltas o piloto da Ipiranga-RCM praticamente aniquilou a vantagem de Campos, e a dupla cruzou a linha de chegada praticamente junta: a margem do vencedor sobre o 2º colocado foi de apenas 0s216.

"A gente nem queria economizar o carro na primeira corrida, mas logo depois da largada eu tive um furo de pneu, o carro ficou estranho, avisei a equipe e na quarta volta o pneu estourou. Como não marcaria pontos, preferi colocar o carro na garagem e focar para a segunda prova", explicou. "Colocamos dois pneus bons e deu certo. Consegui abrir um pouco no começo, e no final passei a acelerar mais. Deu para manter a distância com a margem necessária", apontou.

Assim Campos, em seu primeiro ano na Axalta C2 Team, volta a vencer após mais de um ano. Sua última vitória havia sido em Curitiba, no mês de abril de 2015. Até então, o paranaense não vinha tendo uma temporada muito positiva, pontuando em somente 2 das 9 corridas disputadas até então. "Descobrimos um problema grave no carro durante o treino de verificação de sexta-feira aqui em Tarumã. Mexemos em tudo e começamos o acerto praticamente do zero. Tivemos uma melhora muito grande, e na corrida estamos evoluindo pouco a pouca para andarmos onde devemos estar, que é sempre entre os cinco primeiros", analisou. Por isso, segundo Júlio, o sentimento é de alívio. "Lava a alma, com certeza. É importante fazer estes pontos para chegarmos na próxima etapa com todos na equipe motivados", concluiu.

Cacá Bueno concluiu a segunda prova do GP da Esperança na 5ª posição, seguido por Bia Figueiredo, Diego Nunes, Ricardo Zonta - que não correu a primeira bateria por um problema de motor (sua equipe passou toda a corrida trocando a peça no carro número 10) -, Galid Osman e Átila Abreu fecharam os dez primeiros colocados.

Primeira bateria
(dez primeiros)
P Piloto
Max Wilson
Felipe Fraga
Marcos Gomes
Daniel Serra
Valdeno Brito
Ricardo Mauricio
Felipe Lapenna
Vitor Genz
Lucas Foresti
10º Sergio Jimenez
 
Segunda bateria
(dez primeiros)
P Piloto
Julio Campos
Thiago Camilo
Allam Khodair
Gabriel Casagrande
Cacá Bueno
Bia Figueiredo
Diego Nunes
Ricardo Zonta
Galid Osman
10º Átila Abreu

Grid de largada

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