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O pódio de Hong Kong não teve nada a ver com sorte diz Lucas di Grassi
Reportagem: Cleber Bernuci
P1 Media Relations
Refletindo sobre o feito no ePrix de abertura da temporada 2016-2017 da Fórmula E, brasileiro da Audi Sport falou sobre a prova*.

A abertura da temporada 2016-2017 da Fórmula E, em Hong Kong, foi espetacular. Lucas di Grassi e a equipe ABT Schaeffler Audi Sport garantiram o segundo lugar graças a um verdadeiro nó tático aplicado na concorrência. Depois de uma batida na classificação, o piloto oficial da Audi teve de largar da 19ª - e penúltima - posição no grid.

Um acidente na segunda curva, quando Di Grassi não conseguiu evitar o carro do chinês Ma Qing Hua, o forçou a fazer uma primeira parada não-agendada nos boxes para a troca do bico, relegando-o à última posição na pista, meia volta atrás do penúltimo.

Quando o safety car teve de entrar na pista, na 18ª das 45 voltas previstas, o brasileiro foi aos boxes para a troca obrigatória de carro, e o caminho para o pódio foi pavimentado graças a um estilo de pilotagem suave que priorizava a economia de energia pelo traçado de 1,8 quilômetro.

Foi o 14º pódio de Lucas, recordista da estatística. Pela Fórmula E, o brasileiro corre novamente em 12 de novembro em Marrakesh, no Marrocos; no próximo final de semana, Di Grassi reencontra a Audi Sport para mais uma etapa do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC), com as 6 Horas de Fuji, no Japão.

Uma grande abertura de temporada: de zero a herói. Depois de tudo dar errado na classificação e com um acidente na largada, você já ficou tão feliz ao final de uma corrida?

LUCAS DI GRASSI - "Claro que fiquei muito feliz. No entanto, o que aconteceu na corrida não teve absolutamente nada a ver com sorte. Vimos a nossa oportunidade quando o safety car teve de entrar na pista. Na verdade, era ainda muito cedo para trocar o carro, porque isso me faria dar muitas voltas a mais com o segundo carro - mais do que o planejado. Economizei energia onde eu pude com uma tocada muito conservadora que explorava cada Joule. Nunca imaginei que fosse possível, mas a gente literalmente espremeu tudo do carro - e o resultado foi o segundo lugar na bandeirada. Ótimo! Isso mostra mais uma vez que, como time, nós simplesmente não desistimos nunca. Corridas como essa - ou também como a de Le Mans deste ano - mostram que nada está terminado até a bandeira quadriculada. Meus mecânicos e minha equipe tornaram isso possível em Hong Kong. Meu muito obrigado vai para eles".

Como você classifica a prova de abertura da Fórmula E em Hong Kong?

LUCAS DI GRASSI - "Hong Kong é uma cidade de tirar o fôlego. Eu não poderia pensar em um lugar melhor para começar a nova temporada. Recebemos muita atenção da mídia local e dos fãs nesta megacidade. Todo mundo sabia sobre o evento e nos aplaudiu bastante. O E-motion Clube no paddock vendeu todos os ingressos, assim como as arquibancadas. Havia uma atmosfera muito festiva no pódio - foi uma abertura fantástica não só para mim, como também para a Fórmula E".

O interesse das fabricantes está crescendo. Depois da Audi, Jaguar, BMW e também a Mercedes mostraram publicamente a vontade de entrar na categoria. De onde vem este interesse todo?

LUCAS DI GRASSI - "O esporte a motor sempre teve um relacionamento com o desenvolvimento e com os objetivos da indústria automobilística. As fabricantes cada vez mais se alinham com a mobilidade elétrica. E por esta razão é bem lógica a chegada deles à Fórmula E para produzir ‘trens-de-força’ e motores elétricos. Além disso, a Fórmula E é uma categoria que tem se tornado cada vez mais popular e profissional depois de um período muito curto de tempo".

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