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O farol certo para não "enganar" os olhos
Reportagem: Ricardo Leptich
Image Press

Recentemente chamou a atenção o debate sobre a foto de um vestido azul e preto que, para muitos, parecia ser branco e dourado. Mais do que entreter, a enigmática imagem serviu para nos lembrar de uma fraqueza humana: nossos olhos não são totalmente confiáveis e se enganam com muita facilidade. Essa situação, divertida em alguns momentos, pode ser extremamente perigosa em outros - como, por exemplo, quando estamos ao volante.

Não perceber um obstáculo ou entender de forma equivocada a mensagem de uma placa são riscos para qualquer motorista, especialmente em viagens noturnas. Infelizmente, poucas são as estradas que oferecem a condição de visibilidade necessária, ainda mais quando consideramos outros possíveis fatores externos, como chuva e neblina. Diante disso, a melhor forma de prevenir acidentes é assegurar que as luzes do farol sejam as mais apropriadas.

No trânsito, as luzes que mais colaboram para a segurança de motoristas e pedestres são as brancas e azuis. Essas cores estimulam a atenção, evitando a sonolência, e refletem imagens de objetos com maior clareza aos nossos olhos. Apenas em casos de neblina, tons amarelados são mais indicados por gerarem contraste com o branco da fumaça.

A cor da luz, porém, não é o único fator a ser considerado em um farol. A potência é outro ponto extremamente importante quando o assunto é bem-estar visual, permitindo ao condutor enxergar mais longe e com maior riqueza de detalhes. Atualmente, modelos acima de 100W são proibidos por lei no Brasil, mas há produtos disponíveis no mercado que oferecem até o dobro de luz em relação aos faróis standard respeitando a legislação. Esse é o grande diferencial das linhas de alta performance, capazes de iluminar com mais intensidade.

O mercado de iluminação tem evoluído rapidamente para atender às necessidades do trânsito, oferecendo opções de qualidade nas mais diferentes tecnologias, que incluem lâmpadas halógenas, LEDs, xênons e até mesmo produtos à base de laser. No entanto, é preciso estar atento para os limites de luminosidade permitidos em cada país, já que faróis muito altos prejudicam a visibilidade de carros no sentido contrário.

Não podemos evitar, nossos olhos irão nos “trair” muitas vezes ao longo da vida. Estudos mostram, inclusive, que homens têm maiores dificuldades para diferenciar cores, enquanto mulheres tendem a se enganar com objetos pequenos ou que se movam em grande velocidade. Nossa visão é vulnerável, mas, com uma boa escolha de farol, essa condição humana não colocará nenhuma vida em risco.

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