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Acidente acaba com chances de pódio de Senna em Daytona
Reportagem: Márcio Fonseca
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Equipe do brasileiro chegou a liderar as 24 Horas, mas batida antes do meio da prova foi fatal.

Foi, como se previa, uma festa completa da Cadillac, que conquistou a vitória nas 24 Horas de Daytona de 2017 com direito a dobradinha. Num final eletrizante, na qual roubou a ponta do português Filipe Albuquerque com um toque durante a ultrapassagem, o norte-americano Ricky Taylor se deu melhor na abertura da série IMSA Weathertech e válida também pelo Campeonato Norte-Americano de Endurance. A diferença entre os dois carros na bandeirada foi de apenas 6 décimos.

A estreia de Bruno Senna na Extreme Speed Motorsport apresentou altos e baixos. Sem a mesma velocidade dos Cadillac, o Nissan Nismo DPI terminou em 17º no geral e em 7º na categoria dos protótipos. Mas a primeira parte da corrida sugeria um desfecho amplamente superior. O carro chegou a liderar antes da 10ª hora durante o turno do neozelandês Brendon Hartley, um dos companheiros de Senna. E corria em 2º quando Hartley tocou um carro da GT e acertou em cheio o muro do oval. As 30 voltas necessárias aos reparos acabaram com qualquer possibilidade da equipe.

"É claro que estou frustrado com o resultado. Tínhamos potencial para terminar no pódio, porque éramos mais velozes que o outro carro da nossa equipe, que terminou em quarto, e até que o terceiro. Com o acidente, não deu para fazer mais nada. Não deu pudemos disputar com a Cadillac, mas estou feliz com meu desempenho e acho que fiz um bom trabalho, principalmente quando as condições da pista eram bastante críticas por causa da chuva", explicou Senna. Ela acredita que a vantagem da Cadillac na próxima etapa, as 12 Horas de Sebring, deve ser reduzida. "É provável que os organizadores mexam no balanço de performance", previu.

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