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Stock Car: Shell Racing mira pódios na abertura em Goiânia
Reportagem: Luis Ferrari / Rafael Valesi
Foto: José Mário Dias
Maior categoria do Brasil inicia temporada neste domingo com novo pacote de regras.

Os motores V8 da Stock Car voltam a roncar alto a partir desta quinta-feira em Goiânia, para a abertura da temporada 2017. A pista de 3.835 metros é palco de boas recordações para a Shell Racing, incluindo a vitória de Átila Abreu em pista molhada na última passagem da categoria pela cidade em novembro de 2016.

Desde então, o grid da principal categoria brasileira experimentou uma ampla movimentação de pilotos. Inúmeros protagonistas estão em novas organizações, com destaque para a dupla de pilotos da Shell Racing, Átila Abreu e Ricardo Zonta. Eles competem agora no time comandado pelo engenheiro e ex-piloto Thiago Meneghel.

Para o competidor sorocabano, a migração para a TMG significa uma volta para casa. Foi pilotando pelo time localizado em Americana (SP) que Átila obteve seus maiores destaques na Stock Car: estreante do ano em 2008, terceiro colocado na temporada 2012, vice-campeão em 2014 (quando venceu também o troféu das poles position) e autor da melhor ultrapassagem em 2015.

Zonta também já teve a oportunidade de trabalhar com Meneghel. No ano passado, o engenheiro foi estrategista do carro da Shell nas provas de endurance da Porsche Império GT3 Cup, quando o campeão mundial do FIA GT e da World Series compartilhou o carro com o também paranaense Lico Kaesemodel, figurando sempre no pódio.

O regulamento deste ano mantém as rodadas duplas em 10 das 12 jornadas da categoria, mas estabelece duração idêntica (40 minutos mais uma volta) e pit-stop mandatório em ambas as provas. A Corrida do Milhão e a prova final continuam sendo disputadas em bateria única, com a corrida derradeira premiando os pilotos com pontuação em dobro.

O qualificatório também foi alterado. Agora haverá Q1, Q2 e Q3. Na primeira parte, os carros vão para pista em dois grupos, para selecionar os 15 mais rápidos que avançam ao Q2. Estes voltam à pista simultaneamente, para apurar os seis mais velozes. No Q3 as três primeiras filas serão definidas com os pilotos voltando à pista sozinhos, cada um para apenas uma tentativa de cravar sua volta lançada.

Outra novidade visível em todos os carros a partir dos treinos coletivos desta quinta-feira em Goiânia será uma lâmpada no teto dos veículos. Quando os pilotos acionarem o botão de ultrapassagem, uma luz verde aparecerá, favorecendo o entendimento da audiência no autódromo e na TV de que o carro conta com potência adicional naquele momento.

Além dos treinos coletivos de quinta-feira, a programação determina um treino livre na sexta e outro no sábado, antecedendo o quali marcado para 13h. No domingo, as corridas têm largadas marcadas para 13h e 14h10. Os canais Sportv exibem as duas baterias e a tomada de tempo.

O que eles pensam:

“A ansiedade para a primeira etapa está bem grande, o que aumenta a adrenalina para a corrida. Estamos de casa nova com a TMG e novamente competindo ao lado do Átila no time. Goiânia é uma pista que eu gosto bastante e estou muito motivado. Minha meta para a temporada é ganhar corridas e chegar ao final do campeonato lutando pelo título. Temos as condições de buscar o objetivo de ficar sempre entre os três”

Ricardo Zonta, piloto do carro #10

“Estou muito animado com nosso novo momento na Stock Car. É uma sinergia muito boa com o Zonta e o Meneghel, além de todo o apoio da Shell, a maior patrocinadora do automobilismo brasileiro. Gosto muito de Goiânia, onde já conquistei pole, pódio e minha última vitória na categoria. Acredito que temos tudo para fazer uma boa corrida e começar a temporada com o pé direito, brigando pelas primeiras posições, o que é nosso objetivo para a temporada”

Átila Abreu, piloto do carro #51

“Nosso projeto para 2017 nasceu extremamente bem feito e temos plenas condições de buscar os objetivos desde a primeira etapa. Já fomos vice, ganhamos algumas corridas e agora falta mais um degrau –talvez o maior deles–, que é conquistar o título. Lógico que é uma categoria muito competitiva e isso faz o cenário imprevisível. Mas acredito muito no potencial do Átila e do Ricardo para chegarmos ao fim do campeonato na briga pelos títulos. Já conheço o Átila de outras temporadas e ele mostrou muito bem do que é capaz. O Zonta passou muito anos na F1, com a experiência de ter trabalhado com os melhores mecânicos e engenheiros do mundo, nas equipes mais organizadas que existem. Sem dúvida esse repertório vai nos ajudar a crescer muito como escuderia”

Thiago Meneghel, chefe da equipe Shell Racing

Sobre a plataforma da Raízen em motorsport:

A Raízen, por meio da marca Shell, promove a maior plataforma de patrocínio em esporte a motor no Brasil, a Academia de Pilotos Shell Racing. A marca apoia oito pilotos entre as modalidades do kart, Brasileiro de Turismo, Stock Car e Porsche Império GT3 Cup. O projeto está em linha com a estratégia global da marca, que, além do mais longevo patrocínio do automobilismo mundial com a Scuderia Ferrari na F1, está presente na Nascar, Indycar, V8 Australiana e Campeonato Mundial de Endurance.

Em 2017, os representantes brasileiros da Shell Racing já disputaram nove corridas no Brasil, obtendo quatro vitórias, três poles e levando a marca cinco vezes ao pódio

Sobre a Raízen:

A Raízen se destaca como uma das empresas de energia mais competitivas do mundo e uma das maiores em faturamento no Brasil, atuando em todas as etapas do processo: cultivo da cana, produção de açúcar, etanol e energia, comercialização, logística interna e de exportação, distribuição e varejo de combustíveis. A companhia conta com cerca de 30 mil funcionários, que trabalham todos os dias para gerar soluções sustentáveis que contribuam para o desenvolvimento do país, como a produção de bioeletricidade e etanol de segunda geração a partir dos coprodutos da cana-de-açúcar. Com 24 unidades produtoras, a Raízen produz cerca de 2,1 bilhões de litros de etanol por ano, 4,5 milhões de toneladas de açúcar e tem capacidade para gerar cerca de 940 MW de energia elétrica a partir do bagaço da cana-de-açúcar. A empresa também está presente em 66 bases de abastecimento em aeroportos, 63 terminais de distribuição de combustível e comercializa aproximadamente 25,2 bilhões de litros de combustíveis para os segmentos de transporte, indústria e varejo. Conta com uma rede formada por mais de 5.900 postos de serviço com a marca Shell, responsáveis pela comercialização de combustíveis e mais de 950 lojas de conveniência Shell Select. Além disso, a companhia mantém a Fundação Raízen, que busca estar próxima da comunidade, oferecendo qualificação profissional, educação e cidadania. Criada há mais de 14 anos, a Fundação Raízen possui seis núcleos no interior do estado de São Paulo e um em Goiás e já beneficiou mais de 13 mil alunos e mais de 4 milhões de pessoas com ações realizadas desde 2012.

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