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F-4 Sul-americana: ganha projeção e atrai pilotos de todo continente
Reportagem: Ricardo Montesano
Mediaone
Categoria reduz custos, mantém alto nível técnico e coloca à prova disputas acirradas entre jovens pilotos de diversos países.

Em seu terceiro ano de história, a F4 Sul-americana vem ganhando cada vez mais projeção e atraindo mais pilotos para o grid em cada etapa. O trabalho realizado pela organização, que mantém o sistema de monogestão, ou seja, uma equipe de engenheiros e mecânicos para todos os carros, agrada bastante aos pilotos, já que os equipamentos são rigorosamente iguais nos fins de semana de corrida. Desta forma, as atividades da Fórmula 4 tornam-se interessantes, pois as disputas pelo melhor tempo são acirradas desde os primeiros treinos livres de cada rodada dupla.

"Neste ano, por conta da crise econômica da região, mexemos na logística do campeonato e realizamos provas só no Uruguai. Assim, conseguimos reduzir drasticamente os custos em cerca de 50%. Conseguimos manter pilotos de vários países e outros estão chegando, já que enxergaram na categoria uma ótima oportunidade de carreira", diz o promotor do campeonato, Gerardo ‘Tato’ Salaverría. "Priorizamos a competitividade entre os pilotos com uma equipe técnica bastante experiente. Desta forma, todos os carros são iguais, as corridas são acirradas e observamos que os pilotos evoluem muito da primeira para a última corrida do ano", complementa.

Presente desde a primeira temporada, quando disputou duas etapas em 2014, além de ser o vice-campeão do ano seguinte, o líder do campeonato, o uruguaio Juan Manuel Casella, destacou a competitividade da F4 Sul-americana. "Acho que a categoria está em seu ponto máximo. Está em seu melhor momento, sem dúvida. Temos uma equipe de engenheiros e mecânicos muito qualificada, que deixa todos os carros equilibrados e isso faz com que as corridas sejam muito disputadas. A categoria é excelente para quem procura aprender e ganhar experiência nesta fase da carreira", explica Casella.

Para a catarinense Bruna Tomaselli, terceira colocada na classificação do campeonato deste ano, a categoria sempre foi marcada pela organização, mesmo quando as corridas eram realizadas fora do Uruguai. "Estou desde o ano passado no campeonato e posso dizer que a organização é excelente. O trabalho da equipe técnica é preciso e rápido. Tudo o que precisamos está à disposição e contamos com todo o suporte da organização para melhorar. Estou aprendendo a cada prova, ganhando bagagem e tenho certeza que estarei bem preparada para subir de categoria no ano que vem", afirma Tomaselli.

E se o trabalho realizado ganha elogios por parte dos pilotos, o mesmo pode ser dito pelos profissionais da organização. Para o responsável técnico da F4 Sul-americana, Nicolas Etchamendi, a evolução dos jovens talentos é evidente. "Creio que o sucesso da categoria está no sistema de monogestão, pois os pilotos têm acesso às informações de cada um. Tudo aqui é compartilhado e, através de nossa equipe técnica, além do sistema de aquisição de dados, podemos ver claramente o desenvolvimento de cada um", explica.

Com experiência em categorias da Europa e dos Estados Unidos, Etchamendi destaca o trabalho realizado nos últimos três anos e também as características do equipamento. "Temos um carro rigorosamente igual ao da F4 Francesa e com as mesmas dimensões e potência de outras espalhadas pelo mundo. Sem dúvida, é a melhor opção para quem está iniciando carreira nos monopostos na América do Sul. A categoria ganhou projeção em diversos países e estamos recebendo bastante contatos de pilotos que querem realizar treinos com o carro. Isso nos deixa orgulhosos e demonstra que estamos no caminho certo", finaliza.

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