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Rally: a Bianchini finaliza o Sertões com pódios nas motos e carros
Reportagem: Mércia Suzuki
Foto: Ricardo Leizer
MSuzuki Comunicação
Dever cumprido ao cruzar a rampa de chegada em Palmas (TO). Fabrício Bianchini/Caio Santos ficam em 2o. na Protótipos T1 e foi a 6a. dupla mais rápida na geral dos Carros.

Foi unânime. Os competidores do Rally dos Sertões acostumados a provas técnicas e difíceis, afirmaram ao final de 3.143 quilômetros, que foi uma edição que ficará para a história pelo grau de dificuldade e que não deu moleza do início ao fim. Por este motivo, cruzar a rampa de chegada, no sábado (10), na Praia da Graciosa, em Palmas (TO), teve um sabor especial de vitória, independentemente de colocações. Mas quem subiu ao pódio na festa de premiação, realizada à noite, teve motivos a mais para comemorar. A Bianchini Rally foi um delas e também a única equipe do grid que teve pilotos em três das quatro categorias - motos, quadris e carros.

Após completar todas as etapas e vencer três delas na Protótipos T1, inclusive a última que ligou Ponte Alta a Palmas, Fabrício Bianchini e Caio Santos (#334) terminaram o rali em segundo na categoria e, em sexto na geral dos carros com 35h05m48s. A dupla chegou a liderar no acumulado da categoria mas um problema com o carro, fez com que perdesse um precioso tempo que custou o título. Além do aprendizado, Bianchini e Santos ficaram bem satisfeitos com o desempenho do T-Rex (desenvolvido pela equipe MEM), como também aprovou o duro roteiro e festejou os resultados do primeiro ano da dupla no Rally dos Sertões. Bianchini soma 14 participações, das quais 11 nas motos, mas foi a primeira vez que pilotou na categoria carros. Já Santos estrou na prova e já quer voltar no ano que vem.

Nas motos, o piloto Richard Fliter (#7) evoluiu a cada etapa, estava liderando na Production Aberta, porém um problema mecânico o tirou da disputa do título. Andou em ritmo forte e constante e achou a experiência incrível voltar ao grid após oito anos e garantiu pódio. Na sétima etapa completou o trecho de 192 quilômetro em segunda na categoria e foi o quinto piloto mais rápido da geral no sábado. Fliter terminou em quinto na categoria com 50h06m19s.

Nos quadris, o uruguaio Javier Fernandes (#111) também terminou o último dia bem colocado, foi o quinto mais rápido. É a quinta vez que o piloto participa do Rally dos Sertões, mas pela primeira vez a bordo de um quadriciclos. Gostou tanto do roteiro e do nível técnico que promete voltar na edição de 25 anos em 2017.

Depoimentos dos competidores da Bianchini Rally:

Fabrício Bianchini (piloto): "Fazer o Sertões de carro era um sonho e acabar bem e, ainda, em segundo na categoria e sexto na geral foi sensacional. Se eu fosse mecânico teria concertado antes o problema na quinta etapa, mas o que importou é que voltei para prova completou 3minuto antes de forfetar. O melhor dia para mim foi da etapa Maratona dia longo o que gosto bastante. Fiz todo o rali numa tocada segura e fui cauteloso. Caio evoluiu muito do primeiro ao último dia. As pessoas foram quebrando e nos chegamos todos os dias e fizemos um rali limpo. Estou feliz da vida"

Caio Santos (navegador): "O Sertões é diferente de tudo que fiz na minha vida. Foi uma experiência que exigiu superação física e mental. Fomos crescendo durante o rali, vamos nos ajustando e quanto ao carro é uma máquina. fazer a especial do Jalapão em Maratona foi indescritível, parecia um labirinto. O sentimento é fantástico em poder terminar um rali como esse respeitado mundo afora. Desde que o Fabrício me colocou nessa me apaixonei pelo rrali e quero muito volta para outras edições".

Richard Fliter (motos - Production Aberta) : "Foi uma prova bem bacana fizeram um trecho muito técnico e puxado que exigiu muito do físico e mental , tanto que chegávamos exaustos no final do dia mas felizes. Imprimi um ritmo bacana e consegui resgatar algumas posições como quando liderei na categoria e estava em terceiro na geral. Infelizmente tive um problema no motor, que tirou a minha chance de lutar pela título. Mas foi uma prova fantástica, queria agradecer a Bianchini Rally, todos sem exceção foram espetaculares e parabenizar a Dunas por um grande evento. O Sertões é considerado o segundo rali do mundo e foi fundamental para o meu preparado para o Dakar 2017"

Javier Fernandez (quadriciclos): "Este foi o quinto ano para mim e achei maravilhoso, bem difícil como a gente gosta e uma prova muito bem elaborada. Fiquei muito feliz em fazer parte desta edição e chegar até o final, em Palmas. Desejo retornar ao Brasil no ano que vem para a edição de 25 anos Já disputei três Dakar também , sendo um de moto e dois de quadri. A grande diferença de correr no Sertões é o clima humanoa que é muito bom, sinto nessa também a organização da prova muito próxima de nós pilotos e isto faz diferença, essa proximidade com as pessoas também é o que me faz voltar sempre que posso para cá"

O Rally dos Sertões largou de Goiânia (GO) no dia 4 com 146 veículos das categorias motos, quadris, UTVs e carros mas houveram várias baixas. A prova cruzou três estados - Goiás, Bahia e Tocantins. Cristian Baumgart e Beco Andreotti (Carros), Gregorio Caselani (Motos), Edgley Sobrinho (Quadriciclos) e Bruno Sperancini e Breno Rezende (UTVs) foram os grandes campeões desta edição. Mais informações sobre resultados no www.sertoes.com. O Rally dos Sertões 2017 já tem data, a edição de 25 anos será de 16 a 26 de agosto, com largada em Goiânia (GO) e chegada, pela primeira vez, em Bonito (Mato Grosso do Sul).

A Equipe

Com sede em na região de Alphaville/ Barueri (SP), a Bianchini Rally nasceu em 2005, quando o piloto Fabrício Bianchini decidiu montar a sua própria equipe que tem sede em Alphaville, Barueri/SP. Dois anos depois, com patrocínio do Grupo Infinity Bio Energy, desenvolveu as primeiras motos de rali movidas a álcool no Brasil. Pioneira com o projeto tornou-se a única equipe Carbon Free na época. Entre 2007 e 2010 ficou conhecida como Infinity Rally Team. Mas foi somente em 2012, que a passou a adotar o nome Bianchini Rally. Ao longo de uma década e pelo profissionalismo conquistado, o time trabalha com pilotos campeões do segmento duas rodas durante o Rally dos Sertões, Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country e Baja. Por dois anos consecutivos (2007 e 2008) foi premiada como Melhor Equipe do Rally dos Sertões. Entre 2013 e 2015, passou a contar também com duplas (carros), no grid da Mitsubishi Cup. E marcando um novo ciclo, partir de 2016 na categoria carros no Rally dos Sertões. Vale destacar ainda, que a Bianchini Rally pratica a compensação e a neutralização de carbono, por meio da Iniciativa Verde, que concedeu pelo oitavo ano consecutivo o selo Carbon Free. É a única equipe com o selo no grid do Rally dos Sertões.

A Equipe Bianchini Rally conta com patrocínio da McDonald Pelz e Vedacit e apoio da Madeira Energy, KTNY Racing, O Mundo de Maria, QT Engenharia, Melnick Even, Level Assessoria, equipes MEM e Bull Sertões Rally Team.

Resultado Acumulado - Categoria Protótipos T1 (após 7 etapas)

1- Pedro Prado / Joaquim Bicudo, 34h54m33s
2- Fabrício Bianchini / Caio Santos, 35h5m48s
3- Paulo Pichini / Paulo Bomba, 41h36m5s
4- Michel Terpins / Mykel Justo, 45h01m34s
5- Luis Nacif / Filipe B. de Oliveira, 48h45m32s

Resultado Final - Geral Carros (seis primeiros)

1º Cristian Baumgart / Beco Andreotti 28h39min47
2º Lance Woolridge / Marcelo Haseyama 29h19min12
3º Guilherme Spinelli / Youssef Haddad 29h20min19
4º Rafael Cassol / Lelio Carneiro 33h21min08
5º Pedro Prado / Joaquim Bicudo 34h52min33
6º Fabrício Bianchini / Caio Santos

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