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Alonso correrá na Indy500 com a McLaren Honda e Andretti Autosport
Reportagem: R. Leite / V. Costa / M. Dellabarba
Honda Brasil
Piloto de F1 participará de uma prova do calendário da competição IndyCar.

A McLaren anunciou hoje que o piloto de Formula 1 da equipe McLaren Honda, Fernando Alonso, participará da 101ª prova da Indianapolis 500.

A participação de Alonso na Indy500 deste ano, uma das três coroas do automobilismo (o Grande Prêmio de Mônaco, a Indy500 e as 24 Horas de Le Mans), é uma oportunidade fantástica para todos os envolvidos e realiza um sonho do piloto, de competir em outros eventos lendários de automobilismo ao redor do mundo.

Alonso irá competir na McLaren-Honda-Andretti equipe que usa o motor Honda 2.2 litros twin-turbo V6, limitado pelo regulamento da IndyCar a rodar até 12.000 rpm.

O carro será preparado pela equipe Andretti Autosport, liderada pelo fundador, proprietário e CEO Michael Andretti, um ex-campeão da IndyCar que correu na Formula 1 pela McLaren. Alonso também será um companheiro de equipe de Takuma Sato, um ex-piloto de F1 que se juntou Andretti Autosport para a temporada de 2017.

A equipe Andretti Autosport estará correndo na Indy500 com seis carros, todos com motor Honda, inclusive a McLaren-Honda do time Honda-Andretti.

Pelo fato da Indy500 acontecer no dia 28 de maio, mesmo dia do Grande Prêmio de Mônaco, Alonso não participará da etapa de F1 neste ano. A Indy500 será a única corrida de IndyCar em 2017 na qual Fernando vai competir. E o Grande Prêmio de Mônaco será, portanto, a única corrida de Formula 1 de 2017 na qual ele não vai participar.

Em momento oportuno, a McLaren-Honda anunciará a identidade do piloto que competirá com o carro de Alonso em Mônaco.

Fernando Alonso

"Estou imensamente animado em correr na Indy 500 deste ano, com a McLaren, Honda e Andretti Autosport.

A Indy500 é uma das corridas mais famosas do calendário global de automobilismo, rivalizando apenas com as 24 Horas de Le Mans e o Grande Prêmio de Mônaco (que o piloto venceu duas vezes, uma delas ao volante de uma McLaren – em 2007). E é claro que eu estou triste em não conseguir competir em Mônaco este ano. Mas este será o único Grande Prêmio de 2017 que faltarei. Voltarei ao cockpit da McLaren-Honda MCL32 para o Grande Prêmio do Canadá em Montreal no início de junho.

Eu nunca pilotei um carro IndyCar antes, e nem havia dirigido em um ‘super-speedway’, mas estou confiante de que vou aprender rápido. Eu assisti muitas provas da IndyCar na TV e on-line, e é claro que eu preciso de grande precisão para correr tão próximo de outros carros a 354 km/h.

Eu sei que vou estar em uma curva de aprendizado íngreme, mas voarei para Indianapolis, saindo de Barcelona, imediatamente após o Grande Prêmio da Espanha. Lá irei praticar com o nosso carro, o McLaren-Honda-Andretti, em Indianapolis, a partir de 15 de maio em diante, cobrindo muitas milhas por dia. Eu sei o quão bom são os caras da Andretti Autosport. E é um orgulho para mim de correr com eles. Pretendo absorver seus conhecimentos e experiência, o quanto puder.

Ganhei o Grande Prêmio de Mônaco duas vezes, e é uma das minhas ambições ganhar a Triple Crown (o Grande Prêmio de Mônaco, a Indianapolis 500 e às 24 Horas de Le Mans), feito que foi alcançado apenas por um piloto na história do automobilismo: Graham Hill. É um desafio difícil, mas estou preparado para isso. Não sei quando vou correr em Le Mans, mas um dia eu pretendo. Estou com apenas 35 anos: tenho muito tempo para isso.”

Zak Brown (Diretor Executivo, McLaren Technology Group)

"Como um americano, mesmo sendo apaixonado pela Formula 1 desde jovem, eu sempre considerei o Indy 500 como uma corrida fantástica do automobilismo.

Por isso, estou particularmente feliz por ter conseguido trazer a McLaren de volta a Indianapolis no meu primeiro ano como Diretor Executivo da McLaren. Michael (Andretti) é um velho amigo meu, e um homem que eu respeito muito. Sua organização Andretti Autosport é uma das melhores no negócio. Michael é um vencedor - de fato, sua equipe ganhou o Indy500 no ano passado com Alexander Rossi, que será um dos companheiros de Fernando na Indy do próximo mês - e eu não poderia estar mais feliz pelo fato de que Fernando fará sua estreia na IndyCar em um dos carros do Michael. Da mesma forma, este projeto não teria sido possível sem o apoio e incentivo da Honda.

Nosso carro - o McLaren-Honda-Andretti - será adornado com a famosa libré de papaia laranja feita por nosso fundador, Bruce McLaren, no mesmo ano em que Johnny Rutherford levou a McLaren IndyCars para Indy 500, onde se sagrou vitoriosa nos anos de 1974 e 1976. Todos os logotipos dos nossos parceiros atuais aparecem no McLaren-Honda MCL32 de Formula 1 deste ano - SAP, NTT Comunicações, Johnnie Walker, Chandon, Michael Kors, Hilton, CNN, Richard Mille, Logitech, Norton Rose Fulbright, GREAT... – e também estarão no McLaren-Honda –Andretti, carro que Fernando vai correr na Indy deste ano.

Será que Alonso poderá ganhar a Indy500 deste ano? Bem, eu não seria tão bobo em fazer qualquer previsão precipitada, mas eu espero que ele esteja próximo disso. Explico: a equipe que ele vai competir ganhou a corrida no ano passado, usando o mesmo motor Honda, e ele é o melhor piloto de corrida do mundo.Portanto, essa é uma combinação bastante atraente. Então, sim, como digo, ele está no páreo.

É claro que ele terá trabalho dobrado para se acostumar a correr em velocidades de ‘super-speedway’, no entanto, é a habilidade que conta em todas as formas de automobilismo, e Fernando é, definitivamente, muito habilidoso. E ele é corajoso. Além disso, as diferenças entre os carros da Formula 1 e IndyCars são menos marcantes do que no passado.

Os carros de Formula 1 pesam aproximadamente o mesmo que os de IndyCars atuais – cerca de 700kg - enquanto os bólidos de Formula 1 desenvolvem mais potência que os de IndyCar. Estar na Indy para ver o retorno de McLaren ao Brickyard, me fará um homem muito feliz. Estarei em contato constante com Eric, que estará coordenando a operação da McLaren-Honda da Formula 1 em Mônaco, como de costume.”

Michael Andretti (CEO, Andretti Autosport)

“É uma grande honra fazer parceria com a McLaren para a 101ª corrida de Indianapolis 500 e trazer Fernando em um de nossos Honda da Andretti Autosport. Quero agradecer a Zak (Brown), à Honda e à McLaren por esta tremenda oportunidade. Estamos trabalhando muito de perto no planejamento desta nova parceria e acredito que já estabelecemos as bases para um mês bem sucedido de maio.Estamos ansiosos para dar suporte a Fernando para alcançar um de seus maiores objetivos de carreira, que é ganhar o Indy 500.

A falta de experiência de Fernando em ‘super-speedways’ não é motivo de preocupação para mim. Eu acredito que o Indianapolis 500 é um dos melhores lugares para um novato começar, porque há a oportunidade de praticar na pista por um bom tempo - e, como temos demonstrado, ele pode vencer, mesmo sendo um novato. Fernando é um grande talento e tenho plena confiança de que ele vai representar muito fortemente a McLaren, a Honda e a Andretti Autosport.

A chegada de Fernando à equipe leva o nosso box à seis carros, exigindo um trabalho de esforço cooperativo. Este intercâmbio de experiências e conhecimentos é que faz com que a Andretti Autosport se destaque e que nos dê essa vantagem extra competitiva.”

Katsuhide Moriyama (Diretor Operacional, Diretor de Operações de Marca e Comunicação da Honda Motor Co., Ltd.)

“Estamos orgulhosos de ter a oportunidade de competir no histórico Indy500 com o McLaren-Honda-Andretti, como forma de tornar o sonho de Fernando Alonso realidade.

Também estamos honrados pelo fato da Honda tornar-se parte deste ambicioso projeto como um fornecedor de motores. Agradecemos ao Sr. Andretti que aceitou de bom grado a nossa oferta e partilha agora este sonho conosco.

Fernando é um dos melhores pilotos de corrida do mundo, e acredito firmemente que ele vai demonstrar grande desempenho em um dos mais históricos circuitos do mundo, o Indy 500. Honda dará o máximo apoio a ele e à equipe, assim como fornece à outros pilotos Honda. Mal podemos esperar para vê-lo competir na legendária pista de Indianapolis.”

Mark Miles (IndyCar CEO )

"Toda a comunidade IndyCar - concorrentes, fãs, mídia, todos - estão encantados e entusiasmados com a perspectiva de um piloto tão brilhante quanto Fernando fazer sua estreia em nossa série. Ainda melhor, ele estará fazendo essa estreia na maior corrida do ano: a mundialmente famosa Indy500.

E que carro vai Fernando conduzir este ano? É isso mesmo: um carro Andretti Autosport, com motor Honda. A história poderia se repetir? Coisas estranhas aconteceram. Mas, se Fernando ganha ou não este ano, estou emocionado pelo fato da McLaren retornar a Indianapolis. Três vezes na década de 1970, o Indy 500 foi conquistado por um piloto ao volante de uma McLaren - uma vitória para Mark Donohue e duas vitórias para Johnny Rutherford - e tenho certeza que Johnny estará no Brickyard novamente este ano para torcer por seu Old team.

Por fim, mas não menos importante, todos nós devemos lembrar Bruce McLaren, fundador da equipe, um piloto-engenheiro-empresário brilhante que foi morto tragicamente ao testar um McLaren M8D Can-Am em Goodwood, 47 anos atrás e que, finalmente e legitimamente, entrou para o Indianapolis Hall of Fame apenas este ano."

Sobre a Honda no Brasil:

Em 1971, a Honda iniciava no Brasil as vendas de suas primeiras motocicletas importadas. Cinco anos depois, era inaugurada a fábrica da Moto Honda da Amazônia, em Manaus, de onde saiu a primeira CG, até hoje o veículo mais vendido do Brasil. De lá para cá, a unidade produziu mais de 22 milhões de motos, além de quadriciclos e de motores estacionários que formam a linha de Produtos de Força da Honda no País, também composta por motobombas, roçadeiras, geradores, entre outros produtos. Para facilitar o acesso aos produtos da marca, em 1981 nasceu o Consórcio Honda, hoje a maior administradora de consórcios do mercado nacional, que faz parte da estrutura da Honda Serviços Financeiros, também composta pela Seguros Honda e o Banco Honda. Dando continuidade à trajetória de crescimento, em 1992 chegavam ao Brasil os primeiros automóveis Honda importados. Em 1997, a Honda Automóveis do Brasil iniciava a produção do Civic, em Sumaré (SP), de onde já saíram mais de 1,5 milhão de veículos. Durante esses anos a empresa também inaugurou Centros Educacionais de Trânsito, de Treinamento Técnico, de Distribuição de Peças e de Pesquisa & Desenvolvimento. Estruturou uma rede de concessionárias hoje composta por aproximadamente 1500 endereços. Em 2014, em uma iniciativa inédita no segmento, a Honda inaugurou seu primeiro parque eólico do mundo, na cidade de Xangri-Lá (RS). O empreendimento supre toda a demanda de energia elétrica da fábrica de Sumaré, reduzindo os impactos ambientais das operações da empresa. Em 2015, a Honda Aircraft Company anunciou a expansão das vendas do HondaJet, o jato executivo mais avançado do mundo, para o Brasil. E a segunda planta de automóveis da marca foi construída na cidade de Itirapina (SP) porque muito mais está por vir. Saiba mais em www.honda.com.br e www.facebook.com/HondaBR

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