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Kart: confira a trajetória dos campeões ao título do Sul-Americano de Rotax 2018
Reportagem: Mariana Viegas
Foto: Mister Shadow
Eversports
Pilotos brasileiros dominaram os pódios e garantiram o Ticket para o RMC Grand Finals 2018, maior competição da empresa austríaca de motores de kart, que acontecerá pela 1ª vez no Brasil, em novembro,

Depois de uma semana recheada de competição dentro das pistas do Kartódromo da Granja Viana, em São Paulo, o Sul-Americano de Rotax 2018 conheceu os campeões das sete categorias no último sábado (30), após disputas muito acirradas e cheias de emoção. Os vencedores - com exceção da categoria Mini Max - garantiram vaga para o Rotax Max Challenge Grand Finals, evento que irá reunir 360 pilotos de mais de 60 países nas pistas do Paladino, na Paraíba, pela primeira vez acontecendo no Brasil.

Para subir no lugar mais alto do pódio, a trajetória destes pilotos não foi nada fácil.

Confira abaixo um pouco mais sobre cada campeão do Sul-Americano de Rotax 2018:

Micro Max

Em uma categoria que contou com 18 participantes, sendo seis estrangeiros, o campeão João Pinheiro teve uma trajetória surpreendente para conquistar o título. Depois de uma semana com muitos treinos, o piloto largou na 5ª posição na pré-final para se posicionar no grid da final em 3º lugar. Contando um pouco com a sorte na prova decisiva, João Pinheiro viu o favorito Enzo Nienkotter deixar a corrida após um incidente e Heitor Farias - que havia cruzado a linha de chegada em 1º - ser penalizado por irregularidades na largada, o que lhe garantiu o título e sua vaga para o RMC Grand Finals 2018.

“Foi uma corrida ótima, com concorrentes realmente muito bons. Fiquei surpreso com a penalização do Heitor, mas o mais importante foi ter ficado calmo para pilotar o kart da melhor maneira possível e conseguir garantir essa vaga no Mundial”, afirmou o piloto brasiliense.

Júnior Max

Correndo literalmente em casa, o piloto Nicolas Giaffone conquistou o título após uma caminhada de muito trabalho. Criado nas pistas da Granja Viana, Nicolas teve que se superar depois de largar na 8ª posição na pré-final, pulando para terceiro no grid da final. Depois de uma disputa muito acirrada, o garoto conquistou o título após ultrapassar Felipe Bartz e o argentino Dario Isidoro que havia largado na pole.

“A caminhada foi muito difícil, pois vim para uma categoria nova este ano. O trabalho foi muito duro e tudo isso resultou neste título. Dos 12 treinos livres, eu tive o melhor tempo em seis, o que me deixou confiante com meu kart. Na tomada de tempos, tivemos um problema no motor de arranque e o kart não ligava. Minha equipe teve que trabalhar intensamente neste meio tempo e conseguimos fazer dar certo. Nas três classificatórias, fiquei em 4º na primeira, na segunda me enrosquei em um acidente e na terceira larguei em 21º e terminei em 9º. Estes resultados me colocaram em 8º na pré-final para pular para 3º no grid da final. Já na final, consegui fazer uma prova boa, passando o Felipe Bartz e o argentino Dario Isidoro. Mas o Gabriel Gomez me passou e travamos uma disputa intensa. Passei umas cinco voltas empurrando ele para ver se se a gente escapava do bolo e deu certo. Quando eu passei o Gabriel, ele foi fechando os outros adversários e eu consegui abrir vantagem para conquistar o título”, contou Nicolas Giaffone.

DD2 Masters

Em uma das categorias mais disputadas da competição, contando com 17 participantes, sendo nove estrangeiros de Argentina, Peru e Venezuela, o título do piloto Michel Aboissa veio depois de muita competição. Após passar os treinos e as classificatórias sempre entre os quatro primeiros, o piloto conseguiu o 2º lugar no grid final, mas, penalizado, largou em 4º. Porém, a mesma penalização recebida na pré-final - por irregularidades no procedimento de largada -, foi aplicada para os dois primeiros colocados na grande final, o que deu o título para o competidor - que vai participar do Mundial de Rotax pela quinta vez.

“O caminho foi bem difícil, mas desde os primeiros treinos, nós estivemos entre os quatro ou cinco mais rápidos. Enquanto o pessoal estava passando muitos pneus, nós economizamos um pouco por saber do potencial do kart, embora sabíamos que estava muito competitiva a nossa categoria. Na pré-final, fui penalizado com 5 segundos, o que me tirou da 2ª posição para a 4ª. O curioso foi que a penalização que eu tomei, acabou me ajudando na conquista do título, pois os dois primeiros colocados (Diego Lozov e Fernando Guzzi) acabaram queimando a largada pela linha e perderam alguns segundos que acabaram me dando a vitória e a classificação para o Mundial. Foi um baita de um trabalho que a equipe do Sabiá fez, o Tuti caprichou muito no setup e conseguimos este título”, afirmou Michel Aboissa.

Sênior Max

A categoria com maior número de pilotos teve uma das finais mais emocionantes de todo Sul-Americano de Rotax 2018. Com 23 participantes e 10 estrangeiros, a categoria foi vencida por João Cunha na última volta, após ultrapassar o compatriota Luca Travaglini para garantir o título. O piloto foi um dos destaques nos treinos e classificatórias, mas na pré-final largou em 5º após ser penalizado. Porém, conseguiu melhorar para largar na segunda posição no grid da final, que garantiu a vaga em seu segundo RMC Grand Finals.

“A gente conseguiu fazer um bom acerto no kart para a fase decisiva. Eu havia comentado que a fase classificatória e até mesmo a pré-final eram corridas curtas, então não tinha nada a ver com a final. A gente estava preparado, trabalhando bastante, tanto no kart, quanto a cabeça, pois a final era muito longa. Caí um pouco na largada, mas consegui me recuperar e ter um bom ritmo e graças a Deus, no final consegui passar o primeiro colocado na última volta e deu tudo certo”.

Mini Max

A Mini Max contou com 16 competidores, sendo metade vindos de fora do Brasil. Depois de uma semana onde o favoritismo apontava para o garoto Vinícius Tessaro (líder de 9 dos 12 treinos livres, das três classificatórias e da pré-final), o piloto Gabriel Gomez - que também competiu na categoria Junior, e em ambas brigou pelas primeiras posições - surpreendeu para conquistar o título e uma vaga para o Sul-Americano de Rotax 2019, que será disputado no Chile.

“Foi uma semana muito difícil, com muitos treinos, onde trabalhamos bastante para conseguir o melhor acerto do carro para as duas categorias que disputei (Junior Max e Mini Max). Na Junior Max eu estava bem, disputando o título com o Nicolas Giaffone, mas um piloto me rodou e não consegui completar a prova, o que foi uma pena, pois estava muito bem e com chances de chegar. Já na Mini Max, tive uma ótima largada e consegui a primeira colocação, liderando a prova inteira depois de uma semana muito intensa, tentando dar o meu melhor sempre. O principal de tudo foi o meu esforço e o esforço da minha equipe, todos juntos, buscando sempre o melhor para que eu pudesse alcançar nossos objetivos”, afirmou o catarinense de Florianópolis.

Max Masters

Depois de uma semana corrida entre seu trabalho e a competição continental, onde participou apenas de três dos doze treinos livres, Lucas Souza liderou as três classificatórias e a pré-final antes de conquistar o título da categoria Max Masters, quando dominou a prova final de ponta a ponta. Com uma história de muita superação e sacrifícios, o piloto, que trabalha nos bastidores do KGV quando não está competindo, garantiu a vaga no Mundial após imprimir um ótimo ritmo na grande final.

“Foi uma semana muito complicada, pois consegui participar de poucos treinos devido ao meu trabalho no Kartódromo, fazendo apenas três durante a semana. Então não tive tempo para treinar, não tivemos muitos recursos financeiros para passar pneu e até mesmo o motor e outros testes de equipamentos. Fomos bem competentes nas classificatórias e na pré-final para conquistar a pole para a final. A pré-final acredito que foi o momento mais difícil, pois mexemos no carro e sofri um pouco nas últimas voltas. E na final eu sabia que a chance que eu tinha de conquistar o título era abrindo bem nas seis primeiras voltas. Graças a Deus deu tudo certo, consegui abrir vantagem neste início e consegui o título”, afirmou o Lucas Souza.

DD2 Sênior

A última decisão do Sul-Americano de Rotax 2018 também foi definida nos instantes finais. Depois de uma prova muito intensa e disputada, o experiente piloto André Nicastro conquistou seu quarto título continental de kart, sendo o primeiro correndo de Rotax. Depois de uma semana buscando o melhor ritmo, André largou apenas em 7º na pré-final, mas conseguiu ganhar quatro posições para largar em 3º na decisão. O piloto superou o argentino Leo Sotro e ficou atrás apenas do garoto Leo Reis, que foi penalizado no final e caiu para segunda colocação, dando o título para Nicastro.

“Foi uma semana muito especial, pois nunca andei de Rotax aqui no Brasil. A primeira vez foi em Las Vegas em 2015 na Rotax Sênior e ganhei a vaga no Mundial, que na época não consegui comparecer. Como eu sou representante da Tony Kart e nossa sede é no Kartódromo da Granja, esse ano tive as portas abertas para competir praticamente na minha casa. Fui trabalhando durante a semana, não consegui ficar em primeiro nos treinos e em nenhuma classificatória, fui devagarzinho subindo nas corridas e acabou que no final eu ganhei, embora não goste de ganhar assim, por uma penalidade do primeiro colocado. Mas estou feliz pelo título que foi meu tetracampeonato Sul-Americano de Kart”, afirmou o André Nicastro.

Agora, os pilotos começam a se preparar visando o Campeonato Brasileiro de Rotax, que acontece em Birigui no dia 8 de setembro. Antes disso, o Open do Brasileiro será realizado no dia 26 de agosto, durante última etapa de inverno da Copa SpeedPark, também na cidade do interior paulista.

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